O candidato ao Senado Marcel van Hattem (NOVO) afirmou nesta terça-feira (15), durante o Almoço de Ideias da CICS Canoas, que a atual crise institucional brasileira também é resultado da omissão e da cumplicidade do Senado Federal diante dos abusos cometidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao lado do também candidato ao Senado Sanderson (PL), Marcel defendeu a eleição de parlamentares dispostos a restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e garantir segurança jurídica para quem empreende e trabalha no país.
“Tudo que está acontecendo hoje no Brasil em relação à crise institucional e que agora o Supremo está tentando resolver internamente, e tem prerrogativa para investigar um colega, mas quem deveria ter feito esse serviço há anos é o Senado da República. Nós só estamos vivendo isso tudo por omissão e cumplicidade, porque a gente via senadores com rabo preso, que têm processo por corrupção no Supremo”, afirmou.
Marcel também destacou que a insegurança jurídica provocada pelo desequilíbrio institucional afeta diretamente a economia e as decisões de investimento, citando a preocupação de empresários que enfrentam um ambiente de imprevisibilidade e avaliou que o Brasil precisa eleger senadores comprometidos com a liberdade, a segurança jurídica e a livre iniciativa.
“Nós precisamos eleger senadores que estejam alinhados com o que o empreendedor, o trabalhador, a pessoa decente no Brasil espera e que já vêm denunciando há anos esse estado de coisas e sabem como enfrentar, por terem coragem”, afirmou Marcel.
O presidente da CICS Canoas, Dautro Ribeiro, também destacou, na abertura do evento, a preocupação do setor produtivo com a ruptura da segurança jurídica e com o desequilíbrio entre os Poderes.
“Hoje enfrentamos um obstáculo ainda mais perigoso, a ruptura da nossa segurança jurídica. Vivemos em um ambiente de negócios onde o Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o guardião último e imparcial da nossa Constituição, transformou-se naquilo que o Brasil tem de pior em termos de estabilidade institucional. O empresário vive de confiança, e nenhum investimento sobrevive em um ambiente de censura e imprevisibilidade, imposto por um ativismo judicial que desrespeita a liberdade, a livre iniciativa e as garantias individuais básicas’, destacou.
A CICS CANOAS apresentou aos candidatos as posições defendidas pela classe empresarial gaúcha na Carta de Gramado, aprovada por unanimidade no dia 11 de setembro, durante o 22º Congresso da Feira Sul. Para a entidade, o Senado Federal é o espaço constitucional adequado para atuar na fiscalização dos ministros do STF e na recuperação do equilíbrio republicano.
Sanderson reforça críticas ao STF
Também candidato ao Senado, Sanderson afirmou que o cenário brasileiro exige reação da sociedade e criticou a atuação de ministros do STF.
“Nós temos impostores disfarçados de ministros do STF fazendo toda a sorte de covardias. Nós precisamos sair da zona de omissão. Muita gente está omissa não por maldade, mas porque está esmorecida, desanimada, porque vê ano após ano, eleição após eleição, e sempre acabamos dando com os burros n’água. Não tem espaço para omissão. Nos próximos 20 dias, vamos buscar reanimar o povo gaúcho e brasileiro para mudarmos esse cenário”, afirmou.
