Marcel van Hattem é candidato à presidência da Câmara

Em entrevista ao jornalista Rogério Mendelski, deputado Marcel van Hattem comenta candidatura à presidência da Câmara dos Deputados
15 de janeiro de 2021
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16 de janeiro de 2021

No final da tarde de ontem (14), o Partido Novo anunciou o deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) como candidato à presidência da Câmara dos Deputados. O anúncio foi realizado em entrevista coletiva no Salão Negro da Câmara com a presença dos veículos de imprensa. Estiveram com Marcel o líder do Novo em 2020, deputado federal Paulo Ganime (NOVO-RJ), o líder do partido para 2021, deputado federal Vinicius Poit (NOVO-SP) e a deputada federal Adriana Ventura (NOVO-SP).

Ganime, o primeiro a se pronunciar, destacou o momento de crise pelo qual o Brasil passa devido à pandemia e ressaltou a importância da presidência da Câmara: “todos sabemos muito bem que a presidência da Câmara dos Deputados tem um papel fundamental no como as coisas são conduzidas no nosso país. Por isso, o Partido Novo não poderia se omitir dessa discussão e desse debate”.

O parlamentar afirmou que a Bancada do Novo na Câmara vem discutindo isso há algum tempo e que pensa no país. Ganime relembrou que em 2019 Marcel foi lançado como candidato à presidência em seu primeiro mandato como deputado federal e salientou que ao longo desses dois anos a bancada aprendeu muito, com diálogo e abertura com os demais partidos. “Fizemos um manifesto que teve assinatura ao final de 51 deputados de inúmeros partidos e de diferentes visões ideológicas, mas baseado em cinco pilares”.

Ganime citou em primeiro lugar uma reforma do regimento interno, com mais democracia e menos concentração de poder ao presidente da casa. Em segundo, defendeu uma reforma administrativa da Câmara. Em terceiro lugar, as reformas estruturantes para o Brasil e o combate à corrupção. Em quarto, mais organização dos trabalhos na casa e, por último, a independência da Câmara em relação aos demais poderes. Com isso, Paulo Ganime afirmou que não havia até o momento uma candidatura alinhada com o manifesto. “Por isso decidimos em conjunto com toda a bancada a necessidade por uma candidatura realmente independente”, disse.

Marcel van Hattem, natural de Dois Irmãos (RS), aos 35 anos de idade vai disputar a cadeira de presidente da Câmara pela segunda. Sendo o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul nas eleições de 2018, já em 2019 em seu primeiro mandato como parlamentar federal assumiu a liderança do partido na Câmara. Em 2020 foi vice-líder.

Na coletiva, Marcel falou sobre a emoção de viver esse momento e agradeceu aos colegas de bancada. Antes disso, porém, também manifestou solidariedade às vítimas da pandemia do coronavírus. “Vidas perdidas pelo vírus, vidas perdidas para o colapso econômico e social, vidas perdidas para outras doenças que deixaram de ter um tratamento adequado em virtude das restrições impostas pela pandemia”, destacou.

Deputado federal Marcel van Hattem na coletiva de imprensa para o anúncio de sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados.

Marcel fez críticas à dicotomia nas discussões sobre a pandemia e defendeu o bom senso. “Precisamos tratar de bom senso, e é isso que nós buscamos também com essa candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. Temos a convicção de que o Brasil merece mais. É por isso que nós estamos decididos a enfrentar esse grande, enorme, honroso desafio de uma candidatura à presidência numa eleição onde o que mais conta é a convicção de cada um dos parlamentares”, enfatizou Marcel.

O agora oficialmente candidato lembrou na entrevista que a bancada do Novo apesar de ser pequena repete a iniciativa do primeiro dia de mandato em 2019. Na ocasião Marcel recebeu 23 votos, 15 votos a mais que o número de parlamentares do Novo da Câmara. “Tenho ouvido muito que esta eleição é uma eleição da traição. Eu discordo: esta é uma eleição da convicção”, complementou Marcel.

O deputado gaúcho fez questão de lembrar que a bancada do Novo respeita todos os candidatos, porém destacou a liberdade que cada parlamentar na Câmara tem para fazer sua escolha: .“É uma eleição da consciência tranquila. Uma eleição em que cada parlamentar poderá expressar individualmente o seu desejo para o futuro da Câmara e também para o futuro do Brasil”.

“Candidatura que exige coragem”, disse o novo líder do partido na Câmara Vinicius Poit. O parlamentar ressaltou que as pautas defendidas pelos demais candidatos à presidência da casa não satisfazem aos “anseios, princípios e valores defendidos” defendidos pelo Novo. “Essa é uma candidatura de bancada, essa é um candidatura de união e essa é uma candidatura de coragem – coragem de quem quer mudar o Brasil”, afirmou. A deputada Adriana Ventura disse que foi uma decisão não somente de união, mas também de “consciência”, e fez menção às famílias das vítimas da covid-19. A parlamentar citou a pauta da corrupção no país: “nós vimos no ano passado bilhões e bilhões de reais desviados da saúde”.

Em 2020 Marcel fez diversas cobranças na tribuna para que as reformas Administrativa e Tributária fossem colocadas em pauta, assim como a prisão após condenação em segunda instância. O parlamentar chegou a presidir 12 sessões no mês de dezembro e defendeu o cancelamento do recesso de janeiro para que pautas urgentes aos interesses do país pudessem ser discutidas e votadas. Marcel foi eleito pela consultoria Arko Advice um dos congressistas mais influentes em 2020, recebeu o Prêmio Ranking dos Políticos na categoria Melhor Parlamentar do Rio Grande do Sul, entre outros prêmios e menções, além de ser um dos deputados federais mais austeros na Câmara.

Após os pronunciamentos dos parlamentares do Novo, a imprensa fez perguntas ao novo candidato à presidência da Câmara.

A votação para a presidência da Câmara ocorre no dia 2 de fevereiro. Além de Marcel, concorrem os deputados federais Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB) e com candidaturas avulsas Alexandre Frota (PSDB-SP) e André Janones (Avante-MG). Com candidaturas independentes, estão na disputa Capitão Augusto (PL-SP) e Fábio Ramalho (MDB-MG).

Marcel é graduado em Relações internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é mestre em Ciência política pela Universidade de Leiden, além de ser também mestre em Jornalismo, Mídia e Globalização, com especialização em Mídia e Política pela Universidade de Aarhus e pela Universidade de Amsterdã. O parlamentar é especialista em Direito, Economia e Democracia Constitucional pela UFRGS. Aos 18 anos foi vereador em Dois Irmãos (2004-2007) e, entre 2015 e 2018, cumpriu mandato como deputado estadual no Rio Grande do Sul.

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